Nas margens do córrego,
Com os pés no chão,
E dez maçãs sob o braço,
É minha casa que vejo
No verde das árvores.
Não mais no pomar,
Não em casa ainda,
É aqui que estou. E agora.
De olhos na água clara
Que escorrega entre as pedras.
Canta o vento.
Da copa da mata cai
Uma espiral de folhas,
Em sombras e luz,
Sobre o rendilhado das águas.
Rendo-me. Incondicionalmente.
Sem pensar.